PASSOS COELHO PROMETE À UE E A PORTUGAL MAIS AUSTERIDADE JÁ PARA 2011 E 2012

os políticos - cangalheiros - marcam o enterro económico de Portugal para muito breve

Depois de uma primeira reacção eufórica sobre a baixa dos juros praticados pelo fundo de resgate europeu e sobre a dilatação de prazos ontem ponderada na reunião do Eurogrupo, chegam agora advertências e ressalvas. Entre elas, contam-se as do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho. Ao receber hoje, na sua residência oficial em São Bento, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, Passos Coelho começou por considerar as medidas prometidas pelo Europgrupo como "extremamente positivas", mas para logo acrescentar, segundo citação da Agência Lusa, que estas "podem não ser suficientes para corresponder à urgência de encontrar uma resposta global no seio da UE que ponha termo à volatilidade e à forte instabilidade que se tem vivido". Na sua visita a Lisboa, Van Rompuy reuniu-se também durante quase uma hora com o presidente da República, Cavaco Silva, mas não houve, nesse caso, quaisquer declarações à imprensa. Para lá dos silêncios de Cavaco Silva, Passos Coelho não está sozinho nas suas ressalvas sobre o balanço da reunião de ontem. Na versão on-line de Der Spiegel, constata-se que os ministros da Economia e Finanças da zona euro declararam a sua firme intenção de preservar a moeda europeia contra um possível alastramento da crise da dívida, mas sublinha-se no mesmo fôlego que faltou a essa declaração de intenções uma guarnição de medidas concretas.